Avaliação de Estruturas com Ensaios não Destrutivos!

Avaliação de Estruturas com Ensaios não Destrutivos!

por Fábio Gomes da Costa – Engenheiro Civil e Diretor da GomesTec

A execução de inspeções técnicas rotineiras e preventivas, realizadas nas estruturas metálicas, exerce um papel fundamental nas edificações evitando acidentes de trabalho, preservando o meio ambiente e mantendo a integridade e o pleno funcionamento das edificações e demais estruturas.

Os ensaios não destrutivos, executados unicamente ou em conjunto com outras técnicas de inspeção, permite que o engenheiro ou responsável técnico da edificação tenha parâmetros objetivos para avaliar, diagnosticar e apresentar um parecer técnico conclusivo da atual situação em que a estrutura se encontra.

O objetivo deste trabalho é apresentar as técnicas de inspeção utilizadas para avaliar e diagnosticar o atual estado das edificações, otimizando os serviços de manutenção corretiva e no auxílio nas decisões de reparo e tratamento.

Técnicas de inspeção por ensaios não destrutivos, realizados por engenheiros e técnicos devidamente treinados e com experiência no assunto, permitem verificar a extensão dos danos e defeitos encontrados nas peças e ligações das estruturas metálicas. Estas inspeções servem como critério na tomada de decisão para aplicação de medidas de manutenções corretivas, preventivas ou ate mesmo a tomada de decisão na reabilitação das estruturas.

DETERIORAÇÃO

A degradação das estruturas provoca defeitos que podem comprometer o desempenho de um elemento estrutural e, em casos mais graves, levar a rotação e movimentação, comprometendo a função e/ou segurança da estrutura.

Assim, é necessário ter conhecimento dos processos e mecanismos de deterioração das ligas ferrosas, e dos demais materiais, em condições normais de funcionamento, bem como, as suas causas mais comuns e conseqüências, é essencial para se definir as corretas medidas preventivas que garantam a durabilidade da edificação e o adequado desempenho das estruturas, durante o seu tempo de vida útil.

CLASSIFICAÇÃO DOS DEFEITOS

Os principais tipos de defeitos são classificados num primeiro nível da seguinte forma:

  1. Contaminação;
  2. Deformação;
  3. Deterioração;
  4. Descontinuidade;
  5. Deslocamento;
  6. Perda de Material

Num segundo nível identificam-se os componentes estruturais onde os defeitos tendem a ocorrer, enquanto em um último nível se indica o subtipo do defeito.

MECANISMOS DE DEGRADAÇÃO

Os principais processos de degradação, que podem ser classificados como químicos, biológicos e físicos, bem como outros processos de dano atuando sobre o material estrutural, influenciam o desempenho das estruturas metálicas, podendo ser correlacionados com os tipos de defeitos mais freqüentes, de acordo com a classificação apresentada anteriormente.

PLANOS DE MANUTENÇÃO

A durabilidade de um produto pode ser descrita pela variação do desempenho ao longo do tempo, ou seja, a capacidade do produto em atender às necessidades dos usuários varia ao longo de sua vida útil.

Os critérios de manutenção de uma estrutura não dependem apenas das propriedades dos materiais específicos, porém são resultados da interação entre o material e o ambiente que o cerca.

A vida útil das edificações depende, fundamentalmente:

  1. do ambiente em que ele está inserido;
  2. do projeto;
  3. da manutenção executada;

Logo, a vida útil é o período durante o qual um produto tem desempenho igual ou superior ao mínimo requerido, ou seja, em que as necessidades dos usuários são atendidas. A vida útil é, portanto, uma quantificação da durabilidade em determinadas condições.

NORMA DE REFERÊNCIA

A importância do estudo da durabilidade vem da década de 70, onde em uma comissão hoje denominada CIB W080/RILEM TC 140 (Prediction of Service Life of Building Materials and Components) criou-se uma metodologia genérica para lidar com o problema de forma sistemática.

A série de normas ISO 15686 – Buildings and Constructed Assets – Service Life Planning; apresenta metodologia para previsão de vida útil de componentes da construção.

FLUXO DE AVALIAÇÃO DE EDIFICAÇÃO:

>> Definição >> Preparação >> Ensaios Prévios >> Exposição e avaliação >> Degradação semelhante >> Análise / interpretação >> Previsão da vida útil >> Análise, crítica.

A norma NBR 5674 determina e informa o sistema de manutenção que devem ser aplicados para a preservação das características originais da edificação e preservação contra a perda de seu desempenho.

Esta norma estabelece um sistema de gestão que auxilia os proprietários e engenheiros nas atividades essenciais de manutenção, sua periodicidade, responsáveis pela execução, documentos de referência, referências normativas, e recursos necessários, todos referidos individualmente aos sistemas e, quando aplicável, aos elementos, componentes e equipamentos.

ENSAIOS NÃO DESTRUTIVOS

A aplicação dos ensaios não destrutivos nas estruturas metálicas proporciona a verificação da isenção de defeitos, determinar a necessidade de manutenção, garante a melhor segurança operacional, aumentando a qualidade e produtividade, dão eficiência aos materiais, reduzem custos, e previnem riscos ambientais.

O uso dos ensaios de forma correta permite verificar deste a sua fabricação,
montagem e manutenções, a isenção de defeito nos materiais e serviços, bem como avaliar a necessidade de manutenção corretiva, garantindo a segurança operacional das edificações.

TÉCNICAS DE INSPEÇÃO

Atualmente existem no mercado diversas técnicas de inspeção por ensaios não destrutivos que podem ser aplicados na construção, muitas delas já são aplicadas freqüentemente, outras por solicitações especificas definidas por engenheiros e especialistas do setor.

Métodos de ensaios não destrutivos aplicáveis na construção civil.

Estruturas Metálicas:

  • Ensaio Visual;
  • Líquido Penetrante;
  • Ultra-som;
  • Partículas Magnéticas.

Existem outras técnicas de inspeção por ensaios não destrutivos que podem ser utilizados para avaliação das estruturas metálicas, onde podemos citar:

  • Ensaios eletromagnéticos em cabos de aço;
  • Analise de Vibração;
  • Correntes Parasitas;
  • Emissão Acústica;
  • Ensaios Radiográficos;
  • Estanqueidade;
  • Termografia;
  • Espessura e aderência da película de tinta seca;
  • Holiday Detector (Uniformidade da película de tinta seca)

Os resultados dos ensaios podem ser avaliados unicamente ou em conjunto com as demais técnicas utilizadas na inspeção, permitindo assim, que o responsável técnico pela estrutura tome a correta decisão sobre em quais condições a estrutura se encontra e defina a correta metodologia que será realizada na estrutura.

Acesse o material completo baixando o e-book, é grátis.

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